

Ah, essa modernidade. Nos tempos dos meus pais, namorar com alguém era sinônimo de exclusividade, de perda de liberdade, de estar apaixonado por uma pessoa, onde “uma” não é um artigo indefinido. Atualmente, muito se fala sobre os relacionamentos abertos, que são nada mais do que a falta de um relacionamento fixo, firme e viável. Em minha opinião, um relacionamento aberto pode ser duas coisas distintas.
O primeiro caso é das pessoas que não descobriram ainda o amor. Ficar com alguém por segurança e por gostar bastante não quer dizer que você está apaixonada por tal pessoa, não. É aquele lero-lero de sempre, você só vai saber que está amando quando, de fato, amar. Por isso, muitos jovens entram nessa onde de relacionamento aberto. A pessoa é querida o bastante para ser “namorado”, mas não é grande o bastante para ser único. Entende a relação? Quando você não gosta de verdade de alguém, quando você não está apaixonada, você não vai ligar muito para o que a outra pessoa irá fazer. Rola, de vez em quando, até um pouquinho de ciúme, mas tudo é passável.
O outro caso é quando as pessoas realmente se amam, mas, por alguma falha, deixam que o relacionamento tome proporções “estranhas”. É aquilo, você segue o tempo todo por um caminho correto e, sem querer, você desliza… E gosta. Os relacionamentos abertos criados por quem realmente se gosta geralmente vêm de uma relação que perdeu a graça e precisa de um apoio, uma novidade para se manter viva. Daí os cônjuges acreditam que a opção é variar. Por mais gostoso que se pareça na hora, a insegurança que isso irá criar em cada um pode gerar o final definitivo da relação.
Eu, que sou cabeça oca e venho vivido um tanto, aprendi que relacionamentos abertos definitivamente não são legais. Ou você ama alguém e se entrega totalmente para tal pessoa – de corpo e alma – ou fica disponível para poder variar

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